Não, eu não vou mais permitir; Achava que você era o meu melhor amigo , mas não : amigos não fazem isso.
Amigo não humilha, ainda mais em público; amigo não se transforma em monstro de forma repentina e demonstra ódio ; amigo não causa uma dor imensurável e não se importa; amigo não demonstra insensibilidade, nem mesmo se mostra nulo quando você sente a vontade de tirar a sua própria vida.
A decepção é gigantesca. Foram 14 anos estudando com você e te admirando como músico e pessoa. Incrível como em menos de 5 minutos uma relação nessa proporção pôde ser destruída por conta de um surto. Entendo sua doença , entretanto, tenho as minhas e NUNCA, na vida , descontei os efeitos colaterais nas pessoas ao meu redor, ainda mais amigos.
Tentei conversar contigo no telefone, ouvi mais gritos e recebi mais ofensas . Nunca me senti tão humilhada.
Decidi me afastar: acabaram as aulas com você ; os desabafos, que para você eram reclamações, tenha certeza de que nunca mais você vai ouvir; acabaram as audições, uma parte de mim foi junto, pois eu gostava muito disso.
Mas, para você também acabou : uma amizade verdadeira; um ombro amigo ; um amor verdadeiro; as ajudas, em todos os âmbitos; todo o companheirismo e cumplicidade , que eram muito verdadeiras.
Vou seguir o meu caminho, sozinha, como sempre caminhei. Medo ? Tenho muitos.
"Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam" (Salmo 23:4).
Quem será que perdeu mais ?
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