"Que a paz e a alegria sejam sensações constantes em nossas vidas"
"Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome." (Clarice Lispector)
quarta-feira, 24 de abril de 2024
sábado, 20 de abril de 2024
L.S
Era 2011, um ano havia se passado após o traumático divórcio e toda a humilhação pela qual havia passado. Não tinha me recuperado e minha cabeça estava a mil por hora. A dor da rejeição ainda era imensa, a tristeza por ter voltado para a casa de meus pais era imensurável. Tinha perdido minha casa, minha vida e até mesmo a minha liberdade. Era difícil ter que viver debaixo do teto dos pais, seguindo os padrões deles e ainda aguentando o meu irmão com a idiota da mulher dele. Isso tudo sem contar que não podia sair para lugar algum que meu pai ficava na minha cola, me ligando sem parar. Tudo havia desabado, não desejava estar viva.
Diante dessa situação, me agarrei à música, mais especificamente, à guitarra. Comecei a estudar freneticamente quando tinha tempo, mas na época não era muito boa nisso e muitas vezes necessitava de ajuda, então, eu procurava os "amigos". O TS era meu professor e me apeguei muito aos ensinamentos dele. Ele tem um primo, que trabalhava na escola. De início, ele se aproximou de mim e achei que fosse virar mais um amigo, assim como o T era. Porém, como me enganei e a porrada foi quase nocauteante.
Nessa época, entrei em bandas e formei algumas. Numa dessas, a cantora saiu e, como o LS estava estudando canto, o convidei para ser o novo vocalista. Ele tocava guitarra e assumiu as duas funções. Eu havia ficado feliz, pois achei que um amigo tinha entrado na banda e que isso seria legal, me faria bem.
Porém, todo o conhecimento adquirido por ele tinha subido à cabeça. Ele se achava e, como mencionei anteriormente, na época não tinha o conhecimento que tenho hoje e tinham muitas lacunas na minha cabeça. Inclusive, alguns conteúdos não entravam na minha mente. Hoje entram, graças a Deus.
O LS começou com brincadeiras humilhantes na frente do TS (que nunca fez nada para impedi-las) e da banda. Era ultrajante. Eram aqueles tipos de brincadeiras que quem as recebia não ria junto com quem tinha feito. Tudo isso somado ao que havia passado me detonou e minha depressão subiu ao extremo. Não conseguia me defender, quando ele as fazia, ficava imóvel, sem reação, com vontade de chorar. Era nesses momentos que ele fazia ainda pior, intensificando tudo. Chegava em casa e caia na tristeza e no choro.
Mesmo assim, mergulhava na guitarra. Tentava estudar o que podia, mesmo com o LS me humilhando nas audições, ensaios para prática em banda, ensaios com a própria banda e fazendo a cabeça do TS para que ele me demitisse da escola e ficasse sem alunos, para que eu me afundasse ainda mais. Um dia descobri isso através de um facebook aberto e esquecido. Aquilo me desestruturou. Ele me tratava como uma pessoa burra, desprovida de inteligência e ainda preguiçosa, como se eu não me preocupasse em pesquisar conteúdos para as aulas e cara, não era nada disso, eu só não estava bem, era uma fase terrível e eu não tive sorte de passar por ela bem.
Tinha muita curiosidade de aprender, mas também tinha muitas limitações. Perguntava as coisas a ele, que tinha o prazer de me negar o conhecimento. Uma vez, me mandou largar o que eu fazia para "fazer bolo". Não entendo o porquê de ter passado por isso. Hoje em dia, às pessoas que me perguntam sobre música tenho o maior prazer de responder e ajudar. Procuro não repetir as coisas ruins pelas quais passei porque são péssimas e não desejo isso a ninguém.
Em 2020 o LS saiu da escola e posso dizer que a pandemia serviu para alguma coisa, nunca mais o vi pessoalmente. Ele é uma dessas pessoas que desejo nunca mais ver na minha frente nessa vida devido a tantos danos que me causou emocionalmente e psicologicamente. Foi um abuso, uma covardia.
Gostaria de ver se fosse hoje em dia, que estou mais forte e mudei meu modo de ver as coisas. Daria respostas duras e talvez, até o agredisse. Mas esse tipo de pessoa faz isso com aqueles que se sentem vulneráveis e era isso que eu passava naquela época.
Ainda bem que passou, hoje estou melhor. Porém, por isso para fora é ótimo. Quero jogar essa raiva no lixo e esse desabafo ajuda. Chega de remoer. FIM.
terça-feira, 16 de abril de 2024
Desabafar escrevendo - parte 01
Quatorze anos se passaram, mas nunca vou esquecer tudo o que vivi. Alguns irão dizer "nossa, como você remói o passado, esquece isso". Não é questão de remoer o passado, mas sim de pensar em tudo o que passei e ter orgulho de chegar até aonde estou. Perdi tudo: meus bens, minha casa, amor, dignidade... É a vida te mostrando que você não passa de um nada, sem valor nenhum e que de um dia para o outro você volta para as cinzas.
A maldade... Nunca vou esquecer de um dos piores dias de minha vida: no cartório, para assinar minha separação, forçada, obrigada a estar lá, chorando, com o coração dilacerado e ele rindo, contando piadas, sem o menor respeito, como se aquele fosse o dia mais feliz da vida dele... Meu Deus, que tristeza. Por que não consigo esquecer disso? São lembranças que tento apagar, mas, de uma hora para a outra, num lapso de memória, elas vêm à tona.
Tentei ocupar a mente me afundando no trabalho e na música, para não ter tempo vago para pensar nisso e me afundar mais. Montei algumas bandas, para tentar me distrair, mas nela havia um professor infeliz que trabalhava na escola de música onde eu estava, e esse maldito começou a me humilhar, tirar sarro da minha cara, a me diminuir... Era aquele momento em que eu mais precisava de apoio e fui massacrada. 2011 e 2012 foram desse jeito, na porrada, vivendo o inferno, o psicológico sofrendo mil baques com tristeza, humilhação, trânsito, maldade das pessoas, que nada mais eram do que "amigos" próximos e família. Meu irmão, para variar, em um dos momentos os quais mais precisei dele, me virou a cara e ficou 2 anos sem falar comigo. E o pior, até hoje nem sei por que ele fez isso.
Esse pequeno blog é um lugar de expressão. Não tenho pessoas com quem desabafar. Me traumatizei tanto com relacionamentos que não penso em ter outro tão cedo. Aliás, hoje em dia a solidão é a minha maior aliada e apesar de ter medo, eu gosto dela. Temos uma relação um tanto estranha, posso dizer. Preciso escrever e por para fora. Não espero que ninguém leia, mas se ler... Saiba que não estou remoendo nada, apenas jogando isso longe de meus pensamentos e faço isso escrevendo.
Nada espero das pessoas e nem dos chamados "amigos". Muitos me decepcionaram, mas vou seguindo em frente. Hoje me cuido, vou ao médico, tomo remédios que ajudam a controlar os meus surtos e a vida vai embora. Financeiramente estou melhor, hoje tenho meu apartamento tão sonhado há 14 anos atrás. Não é o sonho de consumo ainda, mas estou feliz com ele. Ao menos, tenho um lugar para me esconder dos males do mundo, o meu pequeno mundinho de 38 metros quadrados.
Gostaria que meus pais melhorassem, não só de saúde, como de comportamento também...Fossem mais doces e carinhosos, mas sei que se eles não foram assim durante 41 anos de existência, não vai ser agora que isso vai mudar. Queria que o idiota do meu irmão acordasse e enxergasse as coisas que faz e parasse de querer se transformar numa vítima dos fatos. Que virasse homem e mudasse esse comportamento manipulador e infantil.
LS, você ainda vai ganhar um capítulo aqui. Você foi uma das piores pessoas que passaram pela minha vida. Aliás, se eu pudesse listar os filhos das putas que passaram por ela, ficaria assim:
EF e família, LS, RG, WC, DB, TC, BT, VV, MA. Esse último (MA) chutou de vez meus relacionamentos e graças a ele não tenho mais vontade estar com ninguém. PARABÉNS MA ! Será que você consegue encostar a cabeça no travesseiro e dormir durante as noites?
sábado, 13 de abril de 2024
Tenho raiva
A questão não é se perguntar "por que fizeram isso comigo", mas sim pensar "Como farei para que isso não aconteça novamente?...
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Que mundo de gente maluca ! Você começa a conversar com uma pessoa, acha que ela tem tudo a ver com você, e de repente, o cara solta um...
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Você vai aguentando desaforo, até que algo mais forte acontece em seu trabalho e realmente te tira do sério, te levando ao surto. Aí, você ...