"Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome." (Clarice Lispector)
sábado, 19 de abril de 2025
Luto
sexta-feira, 11 de abril de 2025
Há um ano atrás
Há exatos um ano meu pai ainda estava vivo e eu não imaginava que seria atropelada por esse turbilhão de acontecimentos ruins que mudaram a minha vida e a de minha família tão caoticamente. Nada mais faz sentido, nada mais tem graça. Dinheiro, instrumentos musicais, quaisquer bens materiais. Não sei por que existo. Tudo parece um grande vazio e ainda não entendo o porquê de estar aqui, dormindo e acordando todos os dias.
Não formei família, algumas pessoas que achava que eram amigas, me decepcionaram. Tenho trabalho? Faço um pouco do que eu gosto? OK, sim. Não estou sendo ingrata, só me sinto apática. Nada consegue me deixar feliz. Música? Só serve para me ajudar nas aulas e distrair a minha cabeça, não traz nada além disso. Acho que, no fundo, meu pai estava certo. Trata-se de algo que não traz futuro algum mesmo. Talvez, de fato, tenha perdido todo esse tempo fazendo a coisa errada. Não vai ser nessa vida que terei êxito nisso. Música é uma arte linda, acho que até é a coisa mais bonita que o homem foi capaz de criar, porém, não sei se ela é para mim..
O que faz sentido para mim é o aprendizado, acredito que seja a única coisa que levamos pós-túmulo. Nem nosso corpo vai com a gente. Tudo o que você conquistou e se matou para ter fica aqui, para trás: apartamento, carro, instrumento, posses, cargos, sonhos, tudo. Talvez o aprendizado consigamos levar, isso se houver o outro lado, pois, caso não haja, não sei o porquê de estarmos aqui, senão para sofrer. Pai, eu te amo. Muitas saudades, e como dói. Nunca mais serei a mesma pessoa após a sua partida. Nunca mais.
A questão não é se perguntar "por que fizeram isso comigo", mas sim pensar "Como farei para que isso não aconteça novamente?...
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