A empatia
refere-se à habilidade
psíquica de perceber o mundo a partir do olhar de uma outra pessoa, isto é, de compreender de maneira profunda as razões e os sentimentos
que motivam as suas ações, evitando julgamentos antecipados. Assim
sendo, ser empático significa se colocar literalmente no lugar do outro e ser
capaz de sentir o que aquele indivíduo está sentindo.
Adotar um comportamento empático significa
superar as barreiras do egoísmo e do preconceito. Observar a realidade a partir
de outros pontos de vista possibilita a ampliação de nosso olhar e o
enriquecimento de nossa experiência no mundo. Como consequência, a empatia
diminui os conflitos e melhora a nossa comunicação interpessoal, o que contribui com a construção
de relações mais saudáveis e com a saúde emocional dos indivíduos.
Em seu dia a dia, você consegue se colocar no
lugar do outro ou você nem pensa nisso e acaba se tornando apático? Ser apático
é se tornar indiferente aos fatos que te rodeiam e também às pessoas. Podemos
elencar situações as quais podemos exercitar a tal da empatia e observarmos se
apresentamos o caráter apático e, muitas vezes, julgador.
Pense na seguinte situação: como algo comum
de seu dia a dia, você teve que retirar o seu carro da garagem para dirigir até
o seu trabalho. É um percurso longo, pois, por conta do trânsito da cidade, ele
acaba se tornando demorado e cansativo. Você chegou na rua do local onde você
trabalha, porém, é um lugar complicado de estacionar. A rua é estreita, tem
muito movimento. Você engata a ré para colocar o carro numa vaga e, de forma
repentina, aparece um carro atrás de você. Porém, ele está com pressa e não te
espera e, de forma bem mal educada, emparelha com você e começa a te ofender. Esse
indivíduo teve empatia? Ele não poderia ter esperado alguns minutos, ter se
colocado no seu lugar por estar num local complicado de se parar e ser um pouco
tolerante? Caso fosse o inverso, será que ele gostaria de ser recebido com o mesmo
comportamento?
Não é só no trânsito que esse tipo de circunstância
ocorre. Pense agora no seu trabalho. Suponhamos que você seja pontual e chegue
em seu horário todos os dias. Porém, num dia atípico, de muita chuva, ônibus
cheio, trânsito e estresse, você tenha chegado com dez minutos de atraso. Seu
chefe, completamente intolerante, vem até você e com uma demonstração da “síndrome
do pequeno poder”, praticamente te escorraça, humilha e ainda ameaça a tirar o
seu emprego. E, claro que não poderia faltar, como punição, ele aplica o desconto
em seu salário. Precisava ser assim? Caso essa situação tivesse ocorrido com
ele, será que ele gostaria de ser tratado da mesma forma?
O fato é que o ser humano, com o dia a dia e
a sua correria para a sobrevivência, tem se tornado cada vez mais selvagem e
desumano. As ruas se tornaram selvas de pedras, o trânsito um antro medieval e
as pessoas se tornam cada vez mais frias, violentas, agressivas, apáticas e desrespeitosas.
Pergunto-me constantemente o porquê de tudo isso, pois todos somos constituídos
de carne e ossos: temos uma data para vir ao mundo e outra para sair dele,
então, o que custa fazer o melhor para todos?
De fato, não é fácil praticar a empatia, especialmente em meio a uma
vida agitada e, muitas vezes, estressante. Mas, com persistência, é possível
realizar pequenas mudanças de comportamento e, aos poucos, perceber as melhorias
nos relacionamentos em família, no trabalho ou entre amigos.
A
princípio, ser empático pode parecer um esforço sem muito retorno ou que
beneficia somente o outro. O que se ganha com esse tal poder da empatia? O que
ninguém enxerga é que a empatia é uma via de mão dupla e também beneficia a
vida de quem a pratica. Diante de tal reflexão, e você, que tal cooperar para
uma sociedade mais humanizada e praticar esse simples ato que pode mudar a vida
de todos, inclusive a sua?
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