quinta-feira, 8 de maio de 2025

Há males que vêm para bem.

        Adulto também sofre bullying. Achei que isso fosse coisa de adolescente que frequenta a escola regular, mas, infelizmente, ao longo do tempo, descobri que não é bem assim que funciona. Agressões que passam a ser feitas cotidianamente e repetidamente esmagam o seu psicológico. Sinceramente, acho que esse é o pior tipo que existe. O mais triste é que tais atitudes sempre vêm de pessoas as quais você tenta se aproximar, admira e quer ter amizade. Aí a decepção é muito grande. 

        Já não basta o maldito período da adolescência, o qual não tenho saudade nenhuma. Sinto falta somente da minha juventude, mas jamais gostaria de voltar a ter 14 anos. Foi um tempo muito sofrido. Não tinha amigos na escola, esta era um ambiente hostil, e as pessoas as quais tentei me aproximar na época faziam aquelas "brincadeiras" constrangedoras, que te faziam ter vontade de chorar. E muitas vezes chorava. Viver com meus pais era difícil. Não podia trabalhar por ser muito jovem e não tinha o que gostaria de ter, nem mesmo o mínimo de dinheiro. As agressões, a gritaria e as brigas em casa eram constantes. Era horrível.

            O tempo passou e com 27 anos comecei a sofrer isso de novo, mas sem me dar conta. O maldito primo do TS, o LS. Esse cara foi o diabo em minha vida. Eram as "brincadeiras" constrangedoras, humilhantes, que faziam com que eu me sentisse um grande lixo. Sempre me perguntei o porquê de o TS, o cara disfarçado de amigo, nunca ter intercedido por mim, pois elas ocorriam no ambiente de trabalho do qual ele era o suposto chefe. 

            Hoje, com 42 anos, enxergo que ele nunca fez nada porque ele é exatamente igual ao primo dele: um machista, arrogante, que passa por cima de qualquer um e não tem amor a ninguém. O mais perigoso é que ele vem camuflado de amigo, numa suposta "amizade" que teria durado 17 anos. A palavra que tenho para demonstrar o que sinto por ele é DECEPÇÃO. 

            Acho que nunca quis enxergar. Sou burra ou ingênua demais. Aguentei imposições, brincadeiras humilhantes que me fizeram chorar muitas vezes, me sentir uma estúpida. Estupidez, rispidez. Minha vontade de escolha de músicas para tocar em bandas com ele foi anulada, ela sumiu. Meu interesse por  ter guitarras, equipamentos, isso também foi anulado e atualmente, até mesmo a minha motivação para tocar algum instrumento sumiu.

            Sempre tive um "não" bem forte e presente nessa vida musical: meu pai, que simplesmente odiava o que eu fazia e implicou comigo até a data da morte dele; o LS, que tirava sarro do meu conhecimento musical na época e tentava passar a rasteira para que eu perdesse meu emprego na escola do primo dele; o próprio TS, que quando comecei a tocar bateria, deixou bem claro que eu não era bem-vinda ao espaço dele para estudar esse instrumento, enquanto, na época, eu não tinha como tê-lo em casa.

             Por conta disso, fiquei imensamente traumatizada: em casa, tenho medo de tocar e alguém escrever no grupo do prédio reclamando e fico encucada com isso. Morro de medo. Quando estou em casa, sinto muita vontade de dormir para apagar tudo isso, mas, quando acordo, sinto tudo voltar e a dor também. 

            Foram quinze anos trabalhando e sendo o braço direito dele, atuando em aulas, bandas, práticas em banda, em quase tudo o que ele queria. Claro que ele me ajudou, mesmo que das últimas vezes eu tenha tido que pagar a ele. E cobrar, ah, isso ele sabe fazer muito bem. Ajudei tanto, estive no enterro do pai dele e ele no do meu. Gostava de vê-lo, tomar Chopp com ele. Gostava dele, mesmo com essa bipolaridade que ele tinha e essa maldade imensa de me humilhar, embora não enxergasse por esse prisma.

            Tudo acabou em fevereiro: ele resolveu fechar a escola, praticamente me colocou para fora, não me pagou, nem deu o endereço para onde ele foi. Hoje em dia, ele sumiu e não faz a mínima questão de saber se estou bem, viva ou morta. Ele foi uma das maiores decepções de minha vida e me pergunto sempre se vale a pena conhecer as pessoas e se relacionar com elas. 

            A dor é imensa. Sonho com ele, foi um corte abrupto. Foi como se a pessoa tivesse morrido sem morrer. O mesmo aconteceu na época que me separei do meu ex-marido e afirmo que essa sensação é uma das piores que existem na vida. Quando a pessoa falece, como houve com meu pai, sei que não o verei mais, porém, sei que ele não sumiu por que quis, mas porque o destino teve que atuar o levando. O TS não, ele sumiu propositalmente. 

            Chega de siglas. Thiago Strabelli, você é um otário. Espero que um dia você leia essa postagem, porque ela foi feita para ti. Você perdeu um braço direito, uma amiga que estaria por você em qualquer situação. Agora que sumiu e não me pagou, nem satisfação me deu e muito menos o seu endereço, suma para sempre. Como me causou dor e me anulou musicalmente!! Achei que tinha um carinho por mim, mas me enganei. Infelizmente, a pessoa a qual eu admirava, o guitarrista e o professor que eu achava incrível, se tornou um imenso imbecil, autor de bullying com a sua arrogância e machismo para cima de uma mulher que sempre fez de tudo para ajudar. Nunca tive meu devido valor, respeito, nem sequer um aumento. Quando entrei, você me disse que pagaria metade do valor de cada aluno. No meio do percurso, você muda as regras do jogo, sem me comunicar. Já chegou a baixar o valor ridículo que me pagava. Quando eu morava longe, nunca pagou um centavo de gasolina. 

            Espero me libertar e esquecer de você. Recuperar meu gosto pela guitarra e pela música. Pela vida nunca tive porque sempre cruzei com pessoas filhas das putas que me deixaram muito deprimidas. Você foi uma delas e por isso eu lamento muito!!!

               Uma coisa eu prometo: independente do que qualquer um pensar, NUNCA MAIS vou deixar alguém me humilhar por meio de piadas, brincadeiras sem graça e ser grosseiro comigo sem motivo. Por 42 anos de minha vida agi me anulando para evitar confronto. Mas isso não farei mais, juro!!

            Quem perde é você !!!


 

            

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 A questão não é se perguntar "por que fizeram isso comigo", mas sim pensar "Como farei para que isso não aconteça novamente?...