Só conhecemos as pessoas no fim das relações e isso acontece tanto nos relacionamentos "amorosos" quanto nas amizades, infelizmente. Um amigo, uma pessoa que considerava um irmão que a vida havia me dado, de súbito, resolveu sair de minha vida. Fechou o local onde eu trabalhava, me arrancou a alegria de poder fazer o que eu fazia, oportunidades musicais e, acima de tudo, a "amizade", se é que isso realmente existia.
Ele saiu de uma forma muito dolorosa. Não expôs o que iria fazer e quando faria; me deixou tensa, temendo pelo meu emprego e por como as coisas seriam a partir de agora. Doeu demais a forma como as coisas aconteceram e acabei assimilando melhor o que ocorreu: essa amizade foi se esvaindo ao longo do tempo e ela foi desmanchada. Infelizmente, nada foi considerado: nem a minha pessoa, nem a quem eu fui, o que fiz para ajudar e crescer lá dentro. Tomei um pé na bunda, saí de lá sem nada, nem mesmo o que deveria receber no mês de fevereiro de 2025.
Infelizmente, bondade acaba sendo confundida com obrigação: recebi cobranças por não ter ajudado a transportar objetos pesados até o carro dele através de piadas muito sem graça, do jeitinho que o primo dele costumava fazer. Aquelas piadas que te constrangem, te magoam e causam uma angústia no coração. Sinto muito por isso, pois vejo que, por 17 anos, parte dessa "amizade" foi mentira, e, hoje, esse "amigo" se mudou para algum lugar que nem sequer o endereço quis me passar.
Foram anos de aprendizados, alunos, risadas e bandas para tudo acabar assim. Dói demais. Acabei indo para outro lugar e espero, sinceramente, que eu seja valorizada, trabalhe em meio à alegria, a fazer o que gosto, que eu cresça mais profissionalmente e tenha novas oportunidades. Desejo nunca mais sofrer com esse tipo de bullying porque sei que foi isso: esse tipo de "brincadeira" fere e corrói a alma.
É "amigo". Espero que um dia você se dê conta do que fez comigo e com a nossa relação e, sinceramente, espero que não seja tarde demais.
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