quarta-feira, 22 de julho de 2015

Desabafar não é reclamar.

Sabe, não quero reclamar da vida. Aliás, como todo mundo que acompanha esse blog sabe, ele se trata de um espaço de desabafo. Simplesmente, é um local onde eu posso escrever sobre o que eu quiser, sem receber críticas destrutivas de ninguém, já que não me identifico. Aqui sou apenas a "writer girl" , a garota que gosta de escrever, que expressa o que sente quando está mal ou bem. 

Já havia escrito anteriormente sobre as "indecisões" da vida. Pois é, ainda estou bastante indecisa sobre que rumo tentar tomar na minha, sobre qual escolha fazer. Como havia dito, já tenho mais de 30 anos e não quero mais perder tempo da minha estando ao lado de uma pessoa que ora está bem, ora está mal. O problema é que agora essa pessoa passou a ser 'atenciosa'. Depois de tanto tempo juntos e eu pedindo isso, justamente agora ele resolveu fazer isso. E agora? Devo insistir nisso ou arriscar no novo? O novo é uma nova história, sem mágoas e nem ressentimentos do passado. Já o velho...

Espero que logo eu possa me decidir e realizar a escolha certa para mim. A vida é curta demais para ficar sofrendo, para ficar mal todos os dias, para dormir chorando no quarto e completamente triste. É curta para você sofrer com uma mensagem triste do 'namorado'. Você acorda cedo, recebe uma mensagem. Friso que você acordou bem, sentindo boas energias. Aí, quando você visualiza o que foi escrito, sua alegria se esvai, parece que ela é sugada. Brigas ocorrem do nada. Você não quer brigar, mas começa a ser vítima disso. 

Logo eu, que odeio brigas, me encontro no meio de tantas... Ontem meu pai tentou me tirar do sério levantando a voz comigo, desnecessariamente. Se eu contar para alguém isso, as pessoas me diriam, como já me disseram: 'Ah, você deve ter feito alguma coisa, não é possível', 'Ninguém agride ninguém gratuitamente, você fez algo'. E hoje eu juro pela minha existência: não, eu não fiz nada. Apenas o chamei e ele veio berrando feito um animal, acredite quem quiser acreditar. 

Enfim, já vivo no meio de tantas brigas, queria uma pessoa que me desse carinho no meio de tudo isso. Sonho em conquistar meu espaço, um lugar de paz, ter uma pessoa carinhosa ao meu lado com quem dividi-lo, viajar, sorrir juntos. Porém, por enquanto, esse sonho parece estar meio longe, mas já tracei estratégias para chegar até ele. 

Enquanto isso, vou tomando aquelas pílulas que têm um sorriso. Aquelas as quais postei aqui no meu blog. Elas existem para isso: nos fazer bem. Custam caro, é verdade. Uma consulta é R$300,00. Porém, prefiro pagar esse dinheiro e comprar esses comprimidos, pois enquanto eu viver com minha família do jeito que é, preciso me tratar. Desde o incidente de Abril, quando comecei a tomar esses remédios, não tive mais nenhuma crise. Já tive muitas, e eram desesperadoras. Não conseguia enxergar uma luz no fim do túnel. Tudo era cinzento e sem esperança. Ninguém me apoiou nesse período, a não ser eu mesma. 

Por isso eu digo: se você se sente ansioso, triste, desanimado com a vida, se tudo pra você se tornou cinzento, sem alegria e esperança... Procure um médico. Ninguém vai te ajudar. Todos vão achar que você está com frescura, que você 'reclama' da vida de barriga cheia. Ninguém vai te apoiar, por mais que você peça: nem família, amigos, nem namorado. O meu, quando precisei nessa hora, terminou comigo e me deixou pior do que eu estava. 

Seguir em frente nessa vida é difícil, mas não impossível. Então, que as decisões certas sejam tomadas, que minhas metas planejadas sejam abençoadas e se tornem realidade antes do tempo que almejei. Que a paz venha. Minha família não vai se tornar 'carinhosa' do dia pra noite. Então, eu tenho que mudar. E como quero mudar.  


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 A questão não é se perguntar "por que fizeram isso comigo", mas sim pensar "Como farei para que isso não aconteça novamente?...